Dados mostram que as novas gerações veem o exterior como solução para gestão de grandes fortunas.
Em matéria para o E-Investidor, a jornalista Luíza Lanza redigiu sobre o estudo do multi family office Jera Capital, para evidenciar algo que muitos investidores brasileiros não conseguem perceber: a armadilha da renda fixa.
Essa armadilha é a ilusão de conforto e proveito criada pelo histórico de juros altos no Brasil e o retorno do CDI, que atrasa os investidores na busca por estratégias mais rentáveis. Isso se torna mais evidente e relevante para portfólios de grandes fortunas.
Comparando o CDI dolarizado com diferentes índices americanos de risco semelhante, o estudo mostrou uma diferença significativa. Por exemplo, um investimento inicial de US$ 1 milhão no CDI dolarizado não rendeu mais de 2% em 15 anos, enquanto índices como S&P 500 e private equity renderam mais do que seis vezes o mesmo valor investido.
Fonte: E-Investidor, Jera Capital, publicado em 04/12/2025.
Entre as razões por trás da disparidade de retorno, destaca-se a relação da taxa de câmbio com a inflação de diferentes países, que acaba por reduzir o retorno do investidor no Brasil versus em dólar.
Em entrevista para a matéria, Felipe Nobre, CEO da Jera Capital, explica que é impossível preservar o valor da moeda, ainda que os juros sejam altos.
Apesar da maioria dos investidores brasileiros seguirem priorizando o mercado interno, a exposição global e a dolarização do patrimônio são tendências cada vez mais aderidas por investidores de alta renda.
O que Lanza observa no estudo é a quebra de uma barreira no acesso ao mercado americano, proveniente do surgimento de uma nova geração responsável pela gestão de grandes fortunas familiares. Isto é, no que se refere ao aumento dos investimentos no exterior, os fatores sociais passaram a ser tão relevantes quanto os fatores técnicos, como retorno e desempenho do mercado internacional.
Especialistas em investimentos compreendem o processo como inevitável. Ao passo em que as gerações anteriores tiveram bloqueios como idioma, legislação e desconhecimento dos mercados, incentivaram as novas gerações a terem vidas globalizadas, que compreendem a necessidade de alocações em moedas estrangeiras.
Mesmo com a crescente tendência de internacionalização de investimentos, os cenários para o decorrer do ano são mistos e difíceis de prever. O planejamento no exterior é de longo prazo e pode entrar em conflito com as questões que estão sob o olhar dos investidores brasileiros neste ano, como as eleições, o câmbio e as taxas de juros.
Economistas apontam que as eleições presidenciais serão os grandes, senão, os principais determinantes para o comportamento dos investidores.
Há uma parcela de especialistas que acreditam na vitória de um candidato com viés mais liberal, o que sugere o fortalecimento e preferência dos investidores no mercado interno. Um cenário com bolsa em alta, dólar enfraquecido e juros em queda, torna os retornos de curto prazo brasileiros mais atraentes frente à exposição internacional.
Todavia, muitos não descartam a possível reeleição de Lula ou a vitória de um candidato da esquerda. Assim, as perspectivas mudam e fatores como o estresse do mercado interno e o peso dos impostos, historicamente, fazem com que a alocação de investimentos no exterior tenda a crescer.
Em caso de dúvida, o indicado é buscar por especialistas confiáveis, que podem ajudar a iluminar as decisões visando a proteção e rentabilidade segura de diferentes fortunas.
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Este artigo foi produzido com base na matéria publicada originalmente por Luíza Lanza no site E-Investidor. A Bankshop LLC não é autora do conteúdo e não se responsabiliza pelas opiniões, projeções ou informações expressas no artigo. Os créditos são inteiramente do analista e da fonte original. Você pode acessar as reportagens completas diretamente no site, clicando aqui.
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